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Adeus a José Alcides Pinto (1923-2008)

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Para José Alcides Pinto, assim como para Baudelaire, o artista é um indivíduo superior que a massa dos “salsicheiros” tenta constantemente abafar, esmagar, aniquilar. O seu destino: a solidão e a incompreensão. A única defesa: o desprendimento, o desprezo pela regra comum. Esse poeta e ficcionista, dos maiores do mundo, mereceu, em vida, ter recebido um tratamento todo especial, o mesmo que dispensamos aos Verlaines, Mallarmés, Rimbaud’s e Lautréamont’s. Não que ele tenha nada a ver com esses poetas, mas pelo valor de sua obra, independente deste ou daquele grupo. Na verdade, não podemos filiá-lo a qualquer movimento literário. Ele era muito independente e pessoal em seu processo criativo, assim como o foi – um Gerardo Mello Mourão e tantos outros consagrados, mesmo aqui da província.

Poeta, ficcionista, teatrólogo, ensaísta, crítico literário, memorialista, artista plástico, jornalista, José Alcides Pinto nasceu na antiga aldeia do Alto dos Angicos, em São Francisco do Estreito, Ribei…