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Mostrando postagens de Maio, 2009

Clero, nobreza e povo de Sobral

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Esta resenha é espaço por demais diminuto para colocar a grandeza de Lustosa da Costa, o cronista, o jornalista e o romancista, e dizer da sua vida e da sua obra, e falar do primor e do encanto de sua prosa. Só agora chega-me às mãos o exemplar do seu belo livro Clero, nobreza e povo de Sobral, acompanhado de generosa dedicatória que fica creditada à sua indulgente bondade. Lustosa é colunista do "Diário do Nordeste", em Brasília. Foi Editor Chefe de "Unitário" e "Correio do Ceará". Em fins de 1974 passou a residir na Capital da República onde militou, por muitos anos, na sucursal de "O Estado de São Paulo" e escreveu crônicas no "Correio Braziliense". Em 2000 elegeu-se para a Academia Brasiliense de Letras e ganhou o Prêmio Ideal de Literatura, com o livro de crônicas "Rache o Procópio". Lançou em 2002, na Embaixada do Brasil em Lisboa, a edição portuguesa de seu romance "Vida, paixão e morte de Etelvino Soares", …

Ao cair da tarde

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Recebi ontem o precioso livro “Ao cair da tarde” [Editora ABC, Fortaleza] de Lustosa da Costa, e de uma sentada, ou melhor, deitada [mania que tenho de ler num velho tucum de embira de carnaúba] consumi as 96 crônicas enfeixadas nesse mimoso volume de 150 páginas.“Ao cair da tarde”, pelo título, já é um poema, um verso de cinco sílabas, quer nas crônicas do cotidiano, quer no perfil de amigos ou inimigos, quer nas suas observações de viagem – o livro se banha com a unção de um lirismo encantador.Suas crônicas parecem esconder uma complexidade pressentida sob límpida naturalidade, numa prosa divagadora de quem conversa distraído, passando o tempo, sem se preocupar com o jeito de falar. E, no entanto, uma prosa cheia de achados de linguagem – uma sintaxe livre e flexível – propiciando poesia num ritmo leve e doce que nem caldo de cana espremida.Uma experiência que se transmite por estórias, que parece vir de outros tempos e retomar o fio da tradição oral, tal qual os contadores de causo…

Enchentes em Bela Cruz

Parte do município e algumas ruas do centro da cidade de Bela Cruz foram e continuam alagados há uma semana. Os refugiados das enchentes do Rio Acaraú perderam quase tudo. Muitos estão sem poder trabalhar ou ir à escola. Falta comida e água potável. O cenário de calamidade é realidade em quase toda a ribeira do Acaraú que já tem mais de 23.000 atingidos pelas enchentes. Em meio aos transtornos, parte das creches e escolas municipais passou a abrigar pessoas que tiveram suas residências alagadas ou destruídas. De acordo com a coordenadoria da Defesa Civil do Estado, somente neste município, 7 mil pessoas já foram afetadas pelas águas, e dois agricultores morreram quando tentavam salvar seus animais. O número de pessoas desalojadas já ultrapassa duas mil; 125 casas foram danificadas e 30 delas destruídas. Além disso o abastecimento de água foi comprometido. Os moradores estão sem água nas torneiras há uma semana. Técnicos da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) foram enviados ao…

Enchentes do Rio Acaraú, na cidade de Bela Cruz - Ceará.

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Cruzamento Rua Humaitá com Rua Santa Cruz Rua Coronel Duca Rua Humaitá - Centro comercial - na foto Gracinha Enchente do Rio Acaraú - Rua Nossa Senhora de Fátima. Hoje, 04 de maio de 2009. 11:15 hs. Fotos: Vicente Freitas.