Enchentes em Bela Cruz

Parte do município e algumas ruas do centro da cidade de Bela Cruz foram e continuam alagados há uma semana. Os refugiados das enchentes do Rio Acaraú perderam quase tudo. Muitos estão sem poder trabalhar ou ir à escola. Falta comida e água potável. O cenário de calamidade é realidade em quase toda a ribeira do Acaraú que já tem mais de 23.000 atingidos pelas enchentes. Em meio aos transtornos, parte das creches e escolas municipais passou a abrigar pessoas que tiveram suas residências alagadas ou destruídas. De acordo com a coordenadoria da Defesa Civil do Estado, somente neste município, 7 mil pessoas já foram afetadas pelas águas, e dois agricultores morreram quando tentavam salvar seus animais. O número de pessoas desalojadas já ultrapassa duas mil; 125 casas foram danificadas e 30 delas destruídas. Além disso o abastecimento de água foi comprometido. Os moradores estão sem água nas torneiras há uma semana. Técnicos da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) foram enviados ao local com ajuda do helicóptero da Ciopaer, mas não resolveram o problema. A falta de água afeta também o Hospital Municipal que está sendo abastecido pela Defesa Civil, com caminhão-pipa. Até o Centro de Convenções da cidade, onde foram alojadas 30 famílias, o abastecimento também cessou. De acordo com a coordenadoria de imprensa do Governo do Estado, 19 municípios atingidos pelas enchentes já receberam auxílio financeiro. Entre eles Bela Cruz (R$ 300 mil reais). Os recursos serão destinados para a compra de cobertores, cestas básicas e remédios. Esse é o quadro geral do município: famílias desabrigadas, casas destruídas, plantações perdidas. A situação em Bela Cruz, e boa parte da Ribeira do Acaraú, é desoladora e necessita de ajuda que vai além do poder público.

Vicente Freitas
vincentfreitas@ig.com.br

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