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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

Quase uma Tragédia Grega

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Em uma revista de cinema, o entrevistador perguntou a Cameron Diaz se havia alguma coisa que ela gostaria muito de saber. “O que E=mc² realmente significa”, respondeu ela. O entrevistador riu, ela resmungou que estava falando sério e a entrevista terminou. Nós, leigos, fingimos que entendemos a equação e nem mesmo instruções em primeira mão ajudam, conta Chaim Weizmann, que fez uma longa travessia pelo Atlântico com Einstein em 1921: “Ele me explicava sua teoria todos os dias e logo tive a impressão de que ele a entendia”. Quem preparou o caminho para que Einstein chegasse ao mais brilhante insight (o segundo mais brilhante, por coincidência, é dele também) de muitos séculos, ou, talvez, descobriremos um dia, da história da humanidade?
David Bodanis, em E=mc² –Uma biografia da equação que mudou o mundo e o que ela significa, deixa de lado os foguetes, lanternas e diagramas incríveis e conta a história da equação desde seu nascimento, seus antepassados: homens e mulheres apaixonados por…

Os 100 Melhores Romances do Século XX

1º – Ulisses (1922) – James Joyce (1882-1941).
Retomando parodicamente a obra fundamental do gênero épico a “Odisséia”, de Homero - , “Ulisses” pretende ser uma súmula de todas as experiências possíveis do homem moderno. Ao narrar a vida de Leopold Bloom e Stephen Dedalus ao longo de um dia em Dublin (capital da Irlanda), o autor irlandês rompeu com todos as convenções formais do romance: criação e combinação inusitada de palavras, ruptura da sintaxe, fragmentação da narração, além de praticamente esgotar as possibilidades do monólogo interior. Para T.S. Eliot, o mito de Ulisses serve para Joyce dar sentido e forma ao panorama de “imensa futilidade e anarquia da história contemporânea”. 2º – Em Busca do Tempo Perdido (1913-27) – Marcel Proust (1871-1922).
Ciclo de sete romances do escritor francês, inter-relacionados e com um só narrador, dos quais os três últimos são póstumos: “O Caminho de Swann”, “À Sombra das Raparigas em Flor”, “O Caminho de Guermantes”, “Sodoma e Gomorra”, “A Pri…

"Som sobre tom"

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Abro a janela, e em minha paróquia não visitada por sabiás, um sabiá está cantando. O ouvido não se enganou, e é fácil de explicar. Nesta manhã, um sabiá múltiplo e comemorativo gorjeia em cada árvore de cada bairro do Rio, da Tijuca ao Leblon, pela chegada dos cinquenta anos do sabiá-mor, vulgo Tom Jobim.
O pássaro desenvolve um canto geral, em nome das aves amadas por Tom, inclusive o matita-perê, que não nasceu lá muito melodioso, e o jereba, ou urubu de cabeça vermelha, do qual obviamente não se exigem primores vocais. E sua ária festiva é justa homenagem da natureza ao compositor que soube captar para nós, entre canções de amor sofrido ou exultante, a palpitação, o lirismo surdo, o secreto recado das águas de março, das madeiras e lejes que compõem o mais antigo cenário de vida. Cenário que vamos destruindo metodicamente, em vez de preservá-lo e restaurá-lo como opção para o triste viver urbano a que nos condenamos por inclinação suicida.

Porque Tom é isso aí: o vibrátil rapaz da c…

Gerardo Wilson Araujo - 1º de jul de 1945 - 20 de jan de 2011

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Faleceu, hoje, pela manhã, o ex-prefeito de Bela Cruz, Gerardo Wilson Araujo. Nascido a 1º de julho de 1945, filho de João Ambrósio Araujo e D. Raimunda Lopes Araujo. Iniciou seus estudos nas Escolas Reunidas de Bela Cruz, tendo como professora a senhora Maria de Lourdes Pinto. Em seguida, ingressou no Instituto Imaculada Conceição. Concluiu o 2º Grau, no Liceu do Ceará, em Fortaleza. 
Na juventude, participou do Grupo Musical – Os Simples – com os amigos Itamar Diogo e Airton Carvalho. Sempre esteve voltado para o esporte e para a música, fundou conjuntos musicais e a Banda de Música municipal. Segundo depoimento do poeta Dimas Carvalho, sua característica: "A serenidade, fora dos extremos".  Em 1982, foi eleito Prefeito Municipal de Bela Cruz.

Por vozes e lágrimas, o som da chuva, e de seus soluços, é escondido pela música triste. É escondido por um réquiem. Réquiem de despedida para ele. Réquiem saudoso para aqueles que já foram. (homenagem do primo e amigo Vicente Freitas)…

Google doodle comemora 172º aniversário de Paul Cézanne

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Google doodle comemora 172º aniversário de Paul Cézanne. Veja o logo do Google Doodle, especial. Afinal, não só o Google, nós também comemoramos.

Quem foi Paul Cézanne?
Paul Cézanne (Aix-en-Provence19 de janeiro de 1839 — 22 de outubro de 1906) foi um pintorpós-impressionistafrancês, cujo trabalho forneceu as bases da transição, das concepções do fazer artístico, do século XIX, para a arte radicalmente inovadora do século XX. Cézanne pode ser considerado como a ponte entre o impressionismo do final do século XIX e o cubismo do início do século XX. A frase atribuída a Matisse e a Picasso, de que Cézanne "é o pai de todos nós", deve ser levada em conta. Após uma fase inicial dedicada aos temas dramáticos e grandiloquentes, próprios da escola romântica, Paul Cézanne criou um estilo próprio, influenciado por Delacroix. Introduziu nas suas obras distorções formais e alterações de perspectiva em benefício da composição ou para ressaltar o volume e peso dos objetos. Concebeu a cor …

Loucos e Santos

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Escolho meus amigos não pela pele
ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o…