Lustosa

CULTURA Biblioteca pública homenageia jornalista Sobral (Sucursal) — “Por onde eu andava me sentia envergonhado quando as pessoas me perguntavam se Sobral já tinha uma biblioteca pública. A pessoa que mais me cobrou isso foi o jornalista Lustosa da Costa, e desde quando consegui recursos e tomei a decisão de dar início às obras eu o comunicava passo a passo da construção, por isso, merecidamente em sua homenagem a biblioteca traz seu nome”, disse o ex-prefeito Cid Gomes durante a inauguração ocorrida na noite de sexta-feira, 31 de dezembro. Esta foi à última obra a ser inaugurada na gestão de Cid. Estavam presentes o ministro Ciro Gomes e a esposa Patrícia Pillar, o cantor sobralense Belchior, o ex-secretário de cultura do estado Augusto Pontes e outros. Lustosa da Costa em seu discurso falou na brilhante contribuição do prefeito para o desenvolvimento cultural de Sobral, da importância da biblioteca para o Município e lembrou que em 1955, no jornal estudantil que ajudava a produzir, já cobrava a criação de uma biblioteca p Lustosa da Costa aprecia a placa em sua homenagem ública na cidade. “Fiquei muito feliz e espero ajudar no que for possível para que a biblioteca tenha um conjunto de obras que possa ajudar na contribuição cultural de Sobral. Uma biblioteca é algo fantástico, é sempre uma jazida, é uma mina de preciosidades que as pessoas podem pesquisar. A leitura é sempre uma forma de elevação da personalidade das pessoas, e esta biblioteca irá contribuir para elevar o nível cultural da população inclusive os mais pobres”, comentou Lustosa, que relembrou de seu tempo quando não havia biblioteca e ele sempre pedia livro emprestado. Ele ressalta que a nova geração é privilegiada com o acesso fácil a 50 mil volumes que ali estarão brevemente disponíveis. O jornalista, que tem Sobral como seu berço cultural, ficou surpreso com a homenagem e disse ter recebido um presente régio. Segundo ele, esta foi uma das maiores alegrias de seus 60 anos de vida. Sua alegria foi tão grande que no primeiro dia do ano, logo que amanheceu, ele estava no prédio da biblioteca para verificar se havia mesmo a placa com seu nome ou se era um sonho ou delírio de sua vaidade. “Havia mesmo a placa e havia mesmo a biblioteca. Era real”, constatou Lustosa. “Cidade do conhecimento”. É esta a previsão do ex-secretário da Cultura e do Turismo do Município e atual vice-prefeito, José Clodoveu de Arruda (Veveu). Ele afirma que, futuramente, Sobral será conhecida e consolidada como sendo a “Cidade do Conhecimento”. “Nós estamos conseguindo democratizar o acesso ao saber através da leitura e do conhecimento. A biblioteca veio para preencher um vazio e preencher com muita qualidade”, afirmou Veveu. O prédio foi construído onde antigamente funcionava uma usina de beneficiamento de algodão. O local foi adaptado para a construção da nova estrutura que conservou parte das paredes laterais como memória da construção antiga. Serão 50 mil títulos que deverão atender a crianças, jovens e adultos. Livros raros, mapas, literaturas, poesias, livro de imagens, enciclopédias, contos e ainda um acervo para deficientes visuais, laboratório para a restauração de livros, hemeroteca e um conjunto de 16 computadores ligados à internet, possibilitando pesquisas na rede mundial de computadores. O local será ainda equipado com 12 computadores para cyber café na previsão inicial. Cerca de 50 mil títulos irão compor futuramente o acervo. Deste número, dois mil já foram doados pela Biblioteca Nacional, uma parte será comprado pelo Município, outros através de parcerias com ONGs, órgãos públicos estaduais, nacionais e internacionais, e ainda através de campanhas de doações que devem ser lançadas. Será um investimento final de, aproximadamente, R$ 4,5 milhões. HOMENAGEADO - Natural de Cajazeiras (PB), o jornalista Lustosa da Costa chegou em Sobral no ano de 1942. Na época, com quatro anos de idade, morou na terra de Dom José até o final de 1955. Estudou no seminário e de lá saiu em 1953 para o colégio sobralense. Chegou a participar ativamente de movimentos estudantis criando dois jornais em 1955: o Clarim, com Aldo Melo e o Idealista, com João Alberto Bezerra. Mordido pela paixão política chegou ainda a participar de vários comícios da época e estrelou como articulista, em agosto de 1954, no Correio da Semana. O jornalista diz ser sobralense por decisão pessoal e já recebeu da Câmara Municipal o título de “cidadão sobralense”. “Escolhi a cidade para ser minha, estudei sua história, mergulhei fundo em seu passado”, comenta Lustosa, que se diz apaixonado por Sobral. Quando cumpriu temporada de estudos em Paris, em 1995, ele escreveu a obra “Sobral não é uma cidade, é uma saudade chorando baixinho em mim”. http://www.macua.org/livros/dicionariolc.html

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