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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

UM AMOR ALUCINADO: Lou Salomé e Rilke

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Carta De Rilke a Lou:

Munique, 8 de junho de 1897 Terça- feira
As flores dos campos que trouxe há uma semana de uma manhã maravilhosa há muito estão deitadas entre as grandes folhas de um terno mata-borrão; mas nesta hora em que as contemplo, sorriem-me como uma recordação cheia de graça esforçando-se por parecer alegres como outrora.- Foi uma dessas horas singulares. Horas que são como o coração de uma ilha cingida por densas florescências: para além destas muralhas primaveris, as ondas respiram quase imperceptivelmente, e não se avista um únici barco que venha do passado distante, nem um só que queira continuar para o futuro. O fato de se lhe dever seguir um regresso ao quotidiano não pode esbater estas horas insulares. — Elas permanecem à margem de todas as outras horas, como que vividas ao mais alto nível do ser. Este tipo de existência insular e mais elevada é a meus olhos o futuro de muito poucos.
Uma felicidade toca, floresce ao longe,
Alastra em volta da minha solidão
E procura t…

Eu não quero enterrar ninguém... Quero ser enterrado!

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Certo dia fui convidada para uma festa de aniversário, e embora o aniversariante já beirasse quase a casa dos sessenta, qual não foi o meu espanto ao observar que a maioria dos seus amigos também nessa faixa etária encontrava-se atrelados a ninfetas. Sim é isso mesmo, N I N F E T A S. Para aqueles que não sabem o significado de ninfeta aqui vai: menina na puberdade voltada para o sexo ou que desperta desejo sexual.

Naquele dia fiquei horrorizada e até mesmo deprimida com a visão de homens com cerca de sessenta anos (alguns acima) saindo com “mulheres”, “meninas” (realmente não sei o que chamar) que tinham idade não só para serem filhas deles, mas provavelmente netas, que se voltássemos vinte anos atrás poderiam estar trocando as fraldas delas. A partir daí comecei a não só olhar a minha volta, mas também a observar. Descobri que aquela festa não era um acontecimento isolado, e que essa “epidemia” estava mais disseminada do que poderia imaginar. Não importava mais o lugar, bares, cafés…

Nietzsche - O Caso de Lou Salomé - parte I

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Primeiro programa da “Trilogia Nietzsche” traz o primeiro capitulo da história: “O caso de Lou Salomé”, uma paixão arrebatadora na vida do Filósofo Alemão. Ouça também fragmentos da obra de Nietzsche “O Crepúsculo dos Ídolos” e algumas máximas do seu pensamento a respeito das mulheres. Voz: Lori Santos
Produção: Djaine Damiati
1. Abertura
2. “A Estupidez da Paixão” - Nietzsche
3. “O Caso de Lou Salomé” parte 1 - O Encontro
4. “A Paz da Alma” - Nietzsche
5. Máximas de Nietzsche sobre as mulheres
6. Encerramento
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Nietzsche - O Caso de Lou Salomé - parte II

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Mais um programa da “Trilogia Nietzsche” traz o segundo capitulo de “O caso de Lou Salomé”. E ainda a participação especial de Christian Gurtner do Podcast Escriba Café com fragmentos de “Ecce Homo” autobiografia filosófica-espiritual de Nietzsche. Participações especiais de Tatto Garcia do Podcast Espaço Retrô e da artista plástica e arte educadora Pitanga. Vozes: Nietzsche - Lori Santos Lou Salomé - Pitanga Overbeacks - Tatto Garcia Vinheta Alma da Palavra - Rodrigo Daniel Narração - Djaine Damiati Produção: Djaine Damiati 1. Abertura: 10 anos sem Caio Fernando Abreu e Oficina de Podcast no SESC São Carlos 2. Fragmentos “Ecce Homo” 3. “O Caso de Lou Salomé” parte 2 - O Triângulo 4. Fragmentos “Ecce Homo” 5. Encerramento com música de Aquiles Faneco Agradecimentos a todos que ouviram, comentaram e divulgaram.    Podcast: Hide Player | Play in Popup | Download

Nietzsche - O caso de Lou Salomé - parte III

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Último da “Trilogia Nietzsche” traz o terceiro capitulo de “O caso de Lou Salomé”. Vozes: Fragmentos de Nietzsche Lori Santos Narração – Djaine Damiati Vinheta Alma da Palavra – Rodrigo Daniel Produção: Djaine Damiati 1. Abertura 2. Fragmentos “Assim Falava Zaratustra” 3. “O Caso de Lou Salomé” parte 3 4. Prólogo “Além do Bem e do Mal” 5. Biografia de Nietzsche 6. Encerramento com música “Nachtlang einer sylversternacht” da autoria de Nietzsche Agradecimentos a todos que ouviram, comentaram e divulgaram.    Podcast: Hide Player | Play in Popup | Download

"Tamanho" é documento?

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Brasil – Navegando pela internet sem rumo certo, tomei um susto quando encontrei casualmente uma notícia que anunciava que um paciente após ser submetido a uma cirurgia de aumento peniano passando de 15 cm para 25 cm, apresentou arrependimento e retornou a clínica desesperado solicitando que os médicos revertessem à operação, isto é, reduzíssem o seu membro para o tamanho “normal”.

“Não é o pênis do homem que é pequeno,
o corpo é que é grande demais” Não pude deixar de pensar sobre o tema, afinal sabemos que essa preocupação é frequente entre os homens, não só na adolescência, mas até mesmo na idade adulta. Daí o aumento de consultas a urologistas que cada vez mais são submetidos à famosa afirmação “Tenho o pau pequeno”, que apresentam assim resposta unânime “Seu pênis é normal”. Mas o que seria um pênis normal? Existe um que seja anormal? Informo desde já que não pretendo neste texto ensinar ninguém a medir o tamanho do membro, até porque não tenho um. Mas é bom elucidar um pouco este …

Manuscritos do Mar Morto

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No centenário de Noel Rosa, fãs lembram trajetória do Poeta

Grupo atrai turistas para passeio musical pelas ruas de Vila Isabel.Vida e obra do compositor são destaques em rodas de samba, filme e livro. Aluizio Freire      Do G1 RJ Durante um animado bate-papo em um boteco de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, os integrantes da mesa atravessam a tarde lembrando histórias e sambas antológicos do compositor mais ilustre do bairro. Naquele espaço, tão contagiante que atrai curiosos de todas as idades, a trajetória de Noel Rosa (1910-1937), cujo centenário é comemorado neste sábado (11), é contada em versos e prosas. Nessa reunião improvisada, uma das figuras mais encantadoras do grupo é Araken Martins Costa, 85 anos, que enche o peito de orgulho ao contar que conheceu o Poeta da Vila e que morava em frente a casa do mestre, na Teodoro da Silva, esquina com a Visconde de Abaeté. No local, foi construído há cerca de 50 anos um prédio de oito andares, o Edifício Noel Rosa.
“Ele era notívago. Passava as noites bebendo, com os amigos, compondo seus sam…

Liberdade: Direito ou Ilusão?

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A qualidade de uma pessoa não se encontrar sujeita ao domínio de outrem, ter poder sobre si mesmo e sobre seus atos, poderia ser um conceito puro de liberdade. Porém o conceito de liberdade é muito complexo, pois abrange muitos sentidos. As dificuldades teóricas intrínsecas ao conceito de liberdade fizeram as ciências humanas e sociais optarem o termo plural e concreto “liberdades” ao ideal absoluto de “liberdade”. Na medida que a liberdade é a soma de várias liberdades específicas, diretamente ligadas ao indivíduo e à sociedade, à ciência e a religião, à ética e a política, e a quase todas as áreas de atividade humana. Por isso fala-se constantemente em liberdades sindicais, econômicas, de opinião, de pensamento etc.

Em sentido lato a palavra “liberdade” vem do latimlibertatee indica a faculdade de cada pessoa decidir ou agir de acordo com a própria determinação dentro de uma sociedade organizada, limitada pelas normas impostas por esta, ou seja, a liberdade será determinada pelos se…

Coração quebrado ou mente quebrada?

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A expressão “coração quebrado” é trivial para aqueles que sofrem, já sofreram ou até mesmo sofrerão desilusões amorosas (ninguém está livre disso). Por isso, todos nós já dissemos, pensamos, ou ouvimos, incessantemente, fulano dizer que “está de coração quebrado” ou “cicrano quebrou o meu coração em pedaços”.
Após ouvir, tais expressões, vezes sem fim, decidi perguntar por quê. Porque é que o coração é o órgão eternamente ligado ao amor? Porque não o cérebro? Porque não associar o intestino? Obviamente ninguém associaria o amor a um órgão cuja função está diretamente ligada com a eliminação de faeces do nosso organismo. Mas não pensemos que essa associação é recente.
Nas culturas mais antigas o coração já se encontrava ligado às situações de cunho emocional, pois além de não conhecerem a função do cérebro, o coração era o único órgão cujo funcionamento variava de acordo com as emoções. Os antigos romanos tinham a certeza de que a memória tinha assento no coração. Da mesma forma que os h…

Você já votou assim?!