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Mostrando postagens de Abril, 2012

Morre o poeta, escritor e político Barros Pinho

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Barros Pinho tinha 72 anos e era atual presidente da Fundação Cultural de Maracanaú e vice da Academia Cearense de Letras FOTO: DENISE MUSTAFA (20/09/2007) Internado desde a última segunda-feira, o romancista sofreu um infarto na sexta e não resistiu
Faleceu, na manhã deste sábado, por complicações oriundas de um infarto, o ex-prefeito de Fortaleza e atual presidente da Fundação Cultural de Maracanaú, José Maria Barros de Pinho. O enterro será neste domingo, às 10h30, no cemitério Parque da Paz. Poeta e escritor, tinha 72 anos e estava internado na Gastroclínica desde a última segunda-feira com um quadro de hipertensão.

Para o presidente da Academia Cearense de Letras, Pedro Henrique Saraiva Leão, esta é uma perda para o cenário cultural, em virtude do grande romancista, intelectual e poeta que foi.

Atual vice-presidente da Academia, e cotado para ser o próximo presidente, Barros Pinho muito contribuiu para a entidade, segundo Pedro Henrique, estando entre um de seus feitos a colaboração…

Bença, Padre!

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Dezembro de 1944. A paróquia de minha cidade acabava de ganhar um novo pároco. Era jovem. Vestia uma longa batina preta que imprimia respeito e reverência, emprestando um ar de distância entre uma pessoa eclesiástica e a comum.
Há muito, tinha vontade de escrever algo sobre esse sacerdote católico, que tive o prazer de conhecer quando eu era ainda criança, sim, porque na época, só contava cinco aninhos. Refiro-me ao Padre José Aristides Cardoso, nascido em Guaraciaba do Norte, na serra da Ibiapaba. Por coincidência, li uma reportagem sobre ele na revista “Acaraú pra Recordar” e resolvi por em ação o meu intento. Aliás, foi também uma coincidência para esse mesmo autor, ao ler o que escrevi sobre o Padre Aureliano, assim o disse.

Durante quatro anos, minha cidade esteve sob a orientação espiritual do Padre Cardoso, que exercia seu apostolado com dedicação e competência, não só no âmbito da Igreja, na evangelização, como na área da educação, melhorando a qualidade do ensino dos colégios q…

Cumplicidade

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Apaixonados,
febre feroz, vontade de armar,
amarrar as línguas, o sexo,
dois corpos num nó.
Idas e vindas,
o prazer da eternidade efêmera…
o orgasmo proibido
– explodir na cama, feito estrela. 
 Vicente Freitas

Baratas

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Versos escritos na poeira,
Numa furna escura, Para as baratas Solitárias, sem sangue, Escondidas, que nem ratos, Que nem criminosos pobres, Desde tempos imemoriais... Bem antes dos Dinossauros, Baratossauros.
– Quem já as viu não as amou.
Traduzo a tristeza das baratas,
Alguma sombra de compaixão Pelos animais, os insetos.
Meus pobres versos corroídos
Pois que fiquem esquecidos
Onde as baratas os atirou.
– A barata e eu, os excluídos.
Vicente Freitas

Um poeta diante da sua musa

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Alma cheia de sonhos,
Supostos mistérios,
Flash de sombras; luz?
Sinto, no teu olhar aquém do meu,
Mil e uma divagações possíveis.
A lua, no céu de bronze,
A lua é ruiva, em teu cabelo,
Não, simplesmente, satélite.
E eu aqui, um poeta diante da sua musa,
Consigo, em silêncio,
Viver e jurar amor,
Mesmo que, de repente, um cataclismo
Balance o meu coração…
E, num retrospecto anunciado,
Que venha a aurora… – Amanhecer; amanheceu.
Vicente Freitas