Coletânea reúne depoimentos sobre Lustosa da Costa

Depoimentos de 41 amigos foram reunidos em "Permanente LUSTOSA", que será lançado, no Ideal


Para além das linhas precisas e bem acabadas de suas crônicas - onde estão marcadas memórias, histórias e opiniões - a vida de Lustosa da Costa ganha agora o contorno de 41 novas versões. Prestes a completar um ano de seu falecimento, em outubro do ano passado, o jornalista é homenageado por amigos com o livro "Permanente LUSTOSA".

Lustosa da Costa exibindo seu livro "Sobral que eu não esqueço" Foto: Viviane Pinheiro (26/04/2010)

A obra reúne 41 artigos de autores diferentes sobre a vida do jornalista e será lançada amanhã, às 19 horas, em solenidade no Ideal Clube. Organizado por César Montenegro, Edmo Linhares e Juarez Leitão, a obra traz contribuições de Adísia Sá, Wilson Ibiapina, Antenor Barros Leal, Audifax Rios, Edmilson Caminha, Ednilo Soares, Fernanda Quinderé, Frota Neto, João Soares Neto, José Augusto Bezerra, José Teles, Mauro Benevides, Paulo Euclides, Sérgio Braga, Lúcio Alcântara, dentre outros. "É um livro em que a inteligência cearense se reúne em torno de um ícone da imprensa nacional para falar de suas qualidades", define Juarez Leitão, poeta e admirador de Lustosa.

Homenagens
O livro segue uma linha de homenagem proposta pelo próprio Lustosa da Costa, que organizou livros como "O Amigo do Peito", para o médico Regis Jucá; "Um brasileiro especial", ao também jornalista e colunista Lúcio Brasileiro; e um terceiro para Tarcísio Tavares, o "TT das madrugadas". "O Lustosa sempre fez isso. Reunia um grupo de amigos para louvar outro que achava merecedor. Cada um escrevia suas histórias, algumas pitorescas, e lançavam o livro", situa Juarez Leitão.

Poeta e amigo de longa data de Lustosa, Juarez lembra que o jornalista costumava dizer que dez dias após a morte, a pessoa já estava esquecida. "Por isso, ´Permanente LUSTOSA´. Porque um livro é um livro. Em 100 anos, perdido em uma estante, num gesto, alguém poderá ver que houve um dia no Ceará uma figura como ele", justifica.

Natural de Cajazeiras, sertão da Paraíba, Lustosa tinha Sobral como sua cidade amada, dedicando a ela muitas de suas crônicas e memórias. Sobre ela, lançou livros como "Sobral, cidade das cenas fortes" e "Sobral que não esqueço", além do romance "Vida, paixão e morte de Etelvino Soares", cuja trama é ambientada no município.

Desde muito cedo demonstrou sua inclinação para o jornalismo, passando por redações como a dos jornais Correio da Semana, em Sobral, Unitário e Correio do Ceará, em Fortaleza, e contribuindo como repórter do jornal O Estado de São Paulo e articulista do Jornal da Tarde e Correio Brasiliense.

Até bem próximo de sua morte, o jornalista escreveu sua coluna no Diário do Nordeste. "Há uma temática coincidente em quase todos os artigos do livro. Todos falam sobre a coerência do Lustosa. A perfeita coincidência do que ele pensava ao que fazia", antecipa Juarez, ilustrando os valores do amigo.

Mais informações:Lançamento do livro "Permanente LUSTOSA". Amanhã, 19h, no Ideal Clube (Avenida Monsenhor Tabosa, 1381). Contato: (85) 32481055.

Diário do Nordeste
FÁBIO MARQUESREPÓRTER 

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