Brincando com Drummond

Vicente Freitas Quando adoeci, um médico safado desses que vivem matando gente disse: Vai, Vicente, tá sem jeito na vida. O homem espia a casa e corre com medo da mulher. A noite talvez fosse linda não houvesse tantos ladrões. Vivo levando pernadas: pernas feias, sujas, empenadas. Meu Deus, pra que tanta perna, pergunta minha boca. Porém, o meu coração não pergunta nada. O bigode na cara do homem é engraçado, simples e fraco; tem poucos, raros cabelos. Mundo, caro mundo, se eu me chamasse Aparecida seria uma mancada, não seria uma saída. Mundo, caro mundo, mais caro é o custo de vida. Eu não queria dizer (minha boca não queria) mas essa fome, mas essa crise deixam a gente esmorecido como o diabo.

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