Vampiros


encaixotados, no dia pleno,
estão eles a sonhar com sangue,
pescoços longos e virgens.
morcegos das trevas,
cresceram como tal,
pivôs de desacertos – incisivos.
irmãos de Satã,
presas retesadas,
prestes a cravar.
olhos negros, OLHOS,
goles de sangue
agridoce, sombras.
brancos-negros, mãos mortas,
necessidades mortas,
imortais?
– e, agora, EU,
(um brilho de ideias)
o choro da criança.
ali já vem um:
transpassa paredes,
vestes negras, ficção?
espantalho que voa,
‘honorável’ que se lança
dentro do vermelho.
– uma estrela? 
– um vampiro brasileiro.
Vicente Freitas

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